Ecoperformance “Muita Água” tem sua estreia nos dias 21 e 22 de janeiro no Porto Verão Alegre

As enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 produziram uma catástrofe sócio-ambiental na capital gaúcha e em mais 94% dos municípios do Estado. A eco-performance “Muita Água”, criada pelas artistas Cibele Sastre, Juliana Vicari e Fabiano Nunes, aborda de forma simbólica essa tragédia, destacando o colapso do sistema e o desamparo de uma população triste, afogada e multifocada que amontoa os restos de suas vidas em frente à sua casa, no caso de ainda haver casa.

Mais de 2,4 milhões de pessoas foram afetadas pelos efeitos das chuvas nas regiões Central, dos Vales, Serra e Metropolitana de Porto Alegre. A capital ainda carrega rastros evidentes da tragédia, criando uma “nova normalidade” que reflete a necessidade de uma resposta contundente e autêntica.

Três artistas de um Porto não muito Alegre desdobram as experiências corporais dessa transformação radical barrenta de uma sociedade em crise. Fake news e negação são as entranhas dos símbolos físicos visíveis da inundação. A pesquisa técnica-estética foi realizada pelas artistas com base nos princípios do Sistema Laban-Bartenieff, que dá expressão simbólica às experiências corporais dessa transformação radical e barrenta. A obra é atravessada pela necessidade das artistas de transcriar afetos e efeitos doloridos em arte, impulsionadas pela possibilidade de estabelecer diálogos com as vivências do público que emergem dessa crise.

Com narrações ácidas e aceleradas, o trabalho critica os efeitos da produção desenfreada de fake news – falsas informações –, durante a primeira quinzena de maio. Mergulhados no total caos das informações, vivemos radicalmente a sensação de duvidar de tudo que estava sendo dito nas redes sociais a respeito da nossa própria realidade, que se agravava a cada dia.

Cota de inundação, chuva de pix, abrigos lotados, assalto no jet-ski, Caramelo no telhado, corredor humanitário, jacaré na cidade, cheiro podre de esgoto, SOS RS são alguns recortes de uma tragédia que passou a ser questão central da nossa existência. Essa eco-performance destaca a interseção entre Arte, Ciência e Sociedade como um lembrete das consequências das enchentes e da importância da conscientização ambiental.

Apresentações de estreia da ecoperformance “Muita Água” no PVA

21 e 22 de janeiro (terça e quarta-feira)

Horário: 19h30

Local: Teatro do Instituto Goethe (Rua Vinte e Quatro de Outubro, 112)

Ingressos:

https://ingressos.portoveraoalegre.com.br/event/muita-agua

Popular – inteira R$ 42,00

Popular – meia-entrada R$ 21,00

Inteira R$ 60,00

Meia-entrada R$ 30,00

Cliente Banrisul R$ 48,00

Quem tem direito a meia entrada?

Menores de 15 anos com RG, aposentados e pensionistas do INSS que recebam até três salários-mínimos por mês, doadores regulares de sangue, estudantes com CIE, PcD e seu acompanhante, idosos.

Apoio: Meme Estação Cultural, Garça Cultural, A Girafa e a Lua e Centro Municipal de Dança

Gênero: Dança

Classificação Etária: 12 anos

Duração: 45 min

Perfil no Instagram: @muitaaguars

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Vinícius Mitto é docente do SENAC RS e professor da Escola Técnica Estadual Irmão Pedro, em Porto Alegre. Graduado em Arquivologia pela UFRGS, com pós-graduação em Gestão em Arquivos pela UFSM e Formação Pedagógica pelo IFRS, possui mais de dez anos de experiência docente. Como Arquivista atua como consultor há mais de quinze anos em empresas privadas e no serviço público. Presidiu a entidade de classe da sua profissão, de 2022 a 2024. Atualmente é Conselheiro Fiscal do Clube do Professor Gaúcho e está na web há mais de uma década com seu site www.viniciusmitto.com.br por onde criou diversos projetos como o “Café da Manhã dos Influenciadores”, “Bloco Bah Guri” que arrastou mais 50 mil pessoas no carnaval de 2020 e o “Coletivo Bah Guri” que contou a história de dezenas de bairros de Porto Alegre no marco dos 250 anos da capital.