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	<title>Resenha &#8211; Vinicius Mitto</title>
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	<title>Resenha &#8211; Vinicius Mitto</title>
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		<title>O encanto do AIR SUPPLY em Porto Alegre &#8211; 05/05/2026 &#8211; Resenha do Show</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rico Danielski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 19:34:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
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					<description><![CDATA[Graham Russell e Russell Hitchcock conheceram-se no dia 12 de maio de 1975, durante os ensaios para a produção do musical Jesus Christ Superstar na Austrália, onde atuaram como membros do coro. A partir daí, nascia o Air Supply e o que veio depois virou história! O duo britânico-australiano, com uma vendagem calculada em mais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Graham Russell</em> e <em>Russell Hitchcock</em> conheceram-se no dia 12 de maio de 1975, durante os ensaios para a produção do musical <em>Jesus Christ Superstar</em> na <em>Austrália</em>, onde atuaram como membros do coro. A partir daí, nascia o <em>Air Supply</em> e o que veio depois virou história!</p>
<p>O <em>duo</em> britânico-australiano, com uma vendagem calculada em mais de 100 milhões de discos em 50 anos de trajetória, retorna ao Brasil para 3 apresentações contemplando dessa vez, além de Porto Alegre em 05 de maio, o estado de Santa Catarina no dia 09 e São Paulo no dia 10. Acompanhados pelo norte-americano <em>Doug Gild</em> no baixo, o italiano <em>Mirko Tessandori</em> nos teclados e o tcheco <em>Pavel Valdman</em> na bateria, além do aporte de duas violoncelistas que performaram os segmentos que caberiam à ausente guitarra solo – os atuais instrumentistas de apoio de um conjunto que já contou com mais de 50 músicos diferentes ao longo dos anos – iniciaram a apresentação pontualmente às 21h com <em>Sweet Dreams</em> seguida por <em>Even the Nights are Better</em>, <em>Just as I am</em> e <em>Every Woman in The World</em>. O cover <em>Here I am</em>, e <em>Chances</em> do seu primeiro álbum de sucesso chamado <em>Lost in Love</em>,  aqueceram os corações para <em>Goodbye</em>, uma das músicas mais melancólicas da história do <em>rock</em>, com toda sua lamentação de fim de relacionamento. O trecho final dela diz assim:</p>
<p><strong>“Simplesmente não consigo mais viver uma mentira,</strong></p>
<p><strong>Preferiria me machucar do que te fazer chorar,</strong></p>
<p><strong>Não sobrou nada para tentar,</strong></p>
<p><strong>Embora isso vá magoar a nós dois,</strong></p>
<p><strong>Não tem outro jeito a não ser dizer adeus &#8230;”</strong></p>
<p>De fato, é um “corta pulsos” de primeiríssima qualidade e de tirar o fôlego. Desde 1993 quando fora lançada, muitas vezes já deve ter sido capaz de tirar lágrimas dos olhos não só daqueles que já tiveram o coração partido. Esta é, realmente, uma obra-prima do romantismo musical da inigualável década de 90 que jamais deve ser esquecida.</p>
<p>O violonista <em>Graham Russell</em>, que também é responsável por algumas partes vocais isoladas e que atua como segunda voz nos refrões, canhoto com suas guitarras e violões originalmente projetados para destros mas utilizada sem a inversão das cordas, detém uma maneira peculiar de exercer sua função como guitarrista. Assim como ele faz o músico brasileiro <em>Edgard Scandurra</em> da banda <em>Ira!</em> (outro exemplo é <em>Dick Dale</em>, o pai da <em>surf music</em> que gravou a trilha sonora do filme <em>Pulp Fiction</em> de 1994), onde as cordas mais graves passam a ser as de baixo e as mais agudas passam a ser as de cima no braço do instrumento, um diferencial charmoso mas com uma dificuldade a mais para a elaboração e execução dos fraseados.</p>
<p><em>I Can Wait Forever</em> não ficou de fora, emendada com uma breve declamação do poema <em>Invisible</em> por <em>Graham Russell</em> e a bela canção <em>Me and the River</em>, cheia de significados temporais e afetivos para o músico. Enquanto isso, o “outro <em>Russell</em>” provavelmente descansava um pouco suas cordas vocais no camarim regado a uma xícara de chá.</p>
<p><em>Two Less Lonely People in The World</em> e <em>The One That You Loved</em>, com o público já se levantando aos poucos das cadeiras, formaram o entreato para a chegada das músicas mais aguardadas da noite. <em>Lost in Love</em>, faixa que foi o seu primeiro grande triunfo comercial e que aparece na <em>tracklist</em> de 2 álbuns consecutivos (em 1979 e 1980) abriu a bloco final dos principais sucessos da banda. Após um breve solo de bateria, onde cartazes escritos em português eram mostrados pelo baterista ao mesmo tempo em que batia em seus tambores, chegou a hora de <em>Making Love (Out of Nothing at All)</em>, que fora lançada na coletânea <em>Greatest Hits</em> em 1983 e que atingiu o segundo lugar na parada americana da <em>Billboard Hot 100</em> por 3 semanas consecutivas, com sua linda introdução levada ao som das teclas do piano, sendo talvez a mais ovacionada e cantarolada pelo público.</p>
<p>Depois de uma pequena pausa, <em>Without You</em>, música gravada originalmente pelo grupo britânico <em>Badfinger</em> nos anos 70 que ganhou fama global na voz de <em>Mariah Carey</em> em 1994, ecoou na volta para o <em>encore</em> que contou com o <em>grand finale</em> de <em>All Out of Love</em>, uma entre várias que ouvimos exaustivamente aos longo dos anos na programação das rádios gaúchas <em>Antena 1</em> e <em>Continental</em>, famosas pela difusão de músicas calmas e sentimentais. A última cota de saudosismo para encerrar o espetáculo com chave de ouro.</p>
<p>Mesmo sabendo que <em>Lonely is the Night</em> – minha canção favorita e também a da maioria dos brasileiros pela notoriedade que conquistou por fazer parte da trilha sonora da novela <em>Barriga de Aluguel</em> em 1990 – raramente é executada nos concertos da banda, vivi a expectiva de ouvi-la ao vivo &#8230; &#8230; o que não aconteceu, mesmo com os vários pedidos (inclusive o meu) nas redes sociais do grupo nas semanas que antecederam as apresentações no Brasil. Seria uma dose extra de pura nostalgia e celebração do rock oitentista. Quem sabe os 76 anos de idade de <em>Mr. Hitchcock</em> e a divergência com o estilo romântico mais suave pelo qual a banda é conhecida, sejam os fatores para um sucesso desse porte não ser apresentado aos fãs há algum tempo, já que sua execução é desafiadora por exigir um alcance vocal extremamente alto e potente.</p>
<p>Apesar dos pesares, a simpática dupla do <em>Air Supply</em> mostrou que ainda dispõe de um bom suprimento de ar nos pulmões para mais alguns aninhos de estrada, que é o que esperamos que aconteça.</p>
<p>Vida longa aos “Russells” do Air Supply !!</p>
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		<title>EXTREME BAND in PoA &#8211; 06/04/2026 &#8211; Resenha do Show</title>
		<link>https://viniciusmitto.com.br/extreme-band-in-poa-06-04-2026-resenha-do-show/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rico Danielski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 17:02:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>
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					<description><![CDATA[Foto: Douglas Fischer A cidade norte-americana de Boston nos presenteou com pelo menos duas bandas hard roqueiras de muito respeito. Uma mais antiga, com sua origem blueseira datada do início dos anos 1970, o Aerosmith; e a outra no mesmo patamar notadamente pela qualidade das performances vocais e guitarrísticas de seus integrantes, o Extreme de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foto: Douglas Fischer</p>
<p>A cidade norte-americana de <em>Boston</em> nos presenteou com pelo menos duas bandas <em>hard</em> <em>roqueiras</em> de muito respeito. Uma mais antiga, com sua origem <em>blueseira</em> datada do início dos anos 1970, o <em>Aerosmith</em>; e a outra no mesmo patamar notadamente pela qualidade das performances vocais e guitarrísticas de seus integrantes, o <em>Extreme</em> de <em>Gary Cherone</em> e <em>Nuno</em> <em>Bettencourt</em>, criadores da famosa balada <em>More Than Words</em> que fora lançada em 1990 no seu segundo álbum de estúdio. Não preciso dizer que, pelo seu apelo comercial e forte vinculação pelas estações de rádio mundo afora desde o seu surgimento, esta foi a música que mais comoção gerou na apresentação do grupo em Porto Alegre no Auditório Araújo Vianna em 06 de abril de 2026, dois dias após a aparição no consagrado festival <em>Monsters of Rock</em> em São Paulo.</p>
<p>Uma banda super afiada, mesmo com um hiato de mais de uma década e com <em>Mr. Cherone</em>, que outrora teve seu tempo como vocalista ao lado do grandioso <em>guitar hero Edward Van Halen</em> na lendária banda californiana <em>Van Halen</em> nos idos de 1998, sempre muito acrobático no palco e bem articulado no auge de seus 64 anos de idade.</p>
<p><em>It ( ‘s a Monster )</em> que é uma “sonzeira” agitada do disco mais renomado do grupo, o <em>Pornograffitti</em> de 1990, fez as graças da abertura quando o relógio marcava 21:19h, e na continuidade, <em>Decadence Dance</em> embalou a plateia num ritmo mais dançante seguida da recente <em>Rebel</em>.</p>
<p><em>Rest in Peace</em>, do álbum com mais fusões de estilos como o progressivo e o <em>funk</em>, abriu caminho para <em>Am I Ever Gonna Change</em> do mesmo CD intitulado <em>III Sides to Every Story</em> de 1992.</p>
<p><em>Thicker Than Blood</em>, acompanhada pela batida introducional de <em>We Will Rock You</em> do <em>Queen</em> levando à execução da antigona e pesada <em>Play</em> <em>with Me</em>, contrastou com a calmaria que viria a seguir.</p>
<p>Depois de um “Obrigado Porto Alegre” dito por <em>Nuno</em>, e aos gritos de “lindoooo” por parte de algumas tietes mais exaltadas, veio a resposta do músico: “concentrar” &#8230; exclamou ele, ao mesmo tempo em que ajustava seu violão para a <em>light session</em> composta pela nova <em>Other Side of the Rainbow</em> e a afamada <em>Hole Hearted</em>, esta última um sucesso dos anos 90 e que foi emendada com um pedacinho do refrão de <em>Crazy Little Thing Called Love</em> do <em>Queen </em>(novamente), uma sacada bem interessante.</p>
<p><strong>“<em>Is my hair good-looking</em> ?!” Essa foi mais uma falácia que <em>Mr. Bettencourt</em> proferiu</strong> enquanto dedilhava aleatoriamente as cordas do violão em uma escala descendente que fora finalizada com um brado: “<em>WANTED</em> &#8230;” ; e eu, como fã alucinado de <em>Bon Jovi</em> que sou não me contive, e continuei : “&#8230; <em>Dead or Alive</em>” !! Poucos ao redor ouviram e entenderam ! Mas foi <em>Nuno Bettencourt</em>, português de nascimento e que vive nos <em>EUA</em> desde muito pequeno, o principal culpado pelos queixos caídos do público durante grande parte da apresentação. Instrumentista virtuoso e com uma bela presença de palco, é o detentor do <em>Grammy Award</em> de 2026 na categoria Melhor Performance Rock além de conquistar, por voto popular, o prêmio de Melhor Solo de Guitarra de 2023 com a música <em>Rise</em>. Realmente, sua guitarra ferve com <em>riffs</em> e fraseados incessantes e não é por acaso que é considerado um dos melhores guitarristas de rock em atividade.</p>
<p><em>Midnight Express</em>, totalmente instrumental, proporcionou o famoso descanso para o resto da banda e fez o interlúdio para a esperadíssima <em>More Than Words</em>, que não poderia acontecer sem mais uma brincadeirinha do animado guitarrista; em suas palavras : “ <em>We did it a THOUSAND MILLION TIMES</em> ”, desferindo antes, as notas iniciais de <em>Stairway to Heaven</em> do <em>Led Zeppelin</em>. Talvez essa seja o tipo de canção que de tão famosa e vangloriada, torna-se enfadonha para os próprios autores depois de tantos anos sendo executada ao vivo.</p>
<p><em>Cupid’s Dead</em>, com <em>riffs</em> de guitarra estrondosos e a novata <em>Bunshee</em>, despejaram mais adrenalina no sangue para a performance de <em>Get The Funk Out</em>, outra música muito prestigiada pelos fãs. <em>Flight of the Wounded Bumblebee</em>, um achado do disco ao vivo de 2010, fechou a apresentação deixando espaço apenas para o <em>bis</em> com, é claro, <em>RISE</em>.</p>
<p>Enfim, Porto Alegre foi novamente agraciada com mais uma aula de como entreter o público geral com boa música, profissionalismo e entrega. <strong>De fato, o <em>Extreme</em> continua com energia e vitalidade extremas !</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Bryan Adams em Porto Alegre &#8211; 11/03/2026 &#8211; Resenha do Show</title>
		<link>https://viniciusmitto.com.br/bryan-adams-em-porto-alegre-11-03-2026-resenha-do-show/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rico Danielski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 21:18:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
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					<description><![CDATA[Qual a probabilidade de um rocker oitentista perdurar através da era intrincada pelo grunge do Nirvana, o Post-grunge do Foo Fighters e do Creed; o britpop do Oasis e o Post-britpop do Coldplay; e mesmo com o surgimento dessas novas ondas continuar a produzir ótimos materiais e lotar seus concertos ao redor do mundo ?! [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Qual a probabilidade de um <em>rocker</em> oitentista perdurar através da era intrincada pelo <em>grunge</em> do <em>Nirvana</em>, o <em>Post-grunge</em> do <em>Foo Fighters</em> e do <em>Creed</em>; o <em>britpop</em> do <em>Oasis</em> e o <em>Post-britpop</em> do <em>Coldplay</em>; e mesmo com o surgimento dessas novas ondas continuar a produzir ótimos materiais e lotar seus concertos ao redor do mundo ?! Realmente &#8230; , é tarefa para poucos. Talvez a vertente compositora de <em>Bryan Adams</em> seja um fator preponderante para tal, assim como é para outro assemelhado e talentoso artista chamado <em>Jon Bon Jovi</em>, também um sobrevivente no mundo da música. Visual autêntico somado a lindas melodias, letras alto-astral que destrincham os diversos contextos da vida e extrema maestria na produção dos discos e na execução ao vivo sempre com um caráter roqueiro &#8230; e com suas baladas marcantes que certas vezes deturpam alguns ouvidos e mentes rotuladoras que os enxergam como artistas pop. Enfim, e de uma vez por todas, o gênero <em>rock</em> também é composto por músicas lentas !!</p>
<p>Com <em>Pat Steward</em> na bateria, <em>Gary Breit</em> no piano e <em>Luke Doucet</em> substituindo o chapa <em>Keith</em> <em>Scott</em> na guitarra, o cantor e multi-instrumentista canadense retorna à Porto Alegre com a turnê <em>Roll with the Punches</em> passados quase 20 anos da sua primeira apresentação realizada no Teatro do Sesi, fazendo as vezes de baixista quando necessário.</p>
<p>Com 30 minutos de atraso, os primeiros acordes de <em>Can’t Stop This Thing We Started</em> de 1991 soaram nos amplificadores do Auditório Araújo Vianna, em um mini palco montado no corredor que divide as porções alta e baixa da plateia especialmente para a primeira parte da apresentação.  Logo em seguida, <em>Straight From The Heart</em> também em formato acústico, arrancou os primeiros gritos da plateia.</p>
<p>Muito comunicativo, simpático e brincalhão, caçoou ( no bom sentido ) da língua portuguesa e dos fãs brasileiros que pronunciam seu nome em uníssono : “<em>Bryanadams</em>” &#8230; e convidou os mais empolgados a retirarem a camiseta e rodá-las acima da cabeça em <em>Twist and Shout</em>, antiga canção dos <em>The Top Notes</em> popularizada pelos <em>Beatles</em> nos anos 60.</p>
<p>Destaque para <em>It&#8217;s Only Love</em>, que na gravação original de 1985 tem a participação estonteante de <em>Tina Turner</em> performando parte dos vocais e <em>Heat of the Night</em>, com sua atmosfera única, <em>licks</em> de guitarra à la <em>David Gilmour</em> e um refrão ultramelódico. <em>Have You Ever Really Loved a Woman?</em> e <em>(Everything I Do) I Do It for You</em>, músicas que compõem respectivamente as trilhas sonoras dos filmes <em>Don Juan DeMarco</em> de 1995 e <em>Robin Hood: Príncipe dos Ladrões</em> de 1991, foram também duas das mais aplaudidas. O enorme balão flutuante em forma de carro que percorreu o espaço rente ao teto acima da plateia durante a execução de <em>So Happy It Hurts</em>,  o hino nostálgico de liberdade <em>Summer of ’69</em> e o lindo encerramento protagonizado por <em>Bryan</em> sozinho no palco com seu violão em <em>All for Love</em> formaram os pontos altos do bloco final da apresentação.</p>
<p>Apesar do preço salgado do ingresso, partindo da meia-entrada de R$ 660,00 em pé chegando até os R$ 2.500,00 da cadeirinha mais próxima ao palco, a noite do dia 11 de Março de 2026 foi uma aula de como prender a atenção e divertir os ouvintes.</p>
<p>Temos a ciência de que nossos ídolos também envelhecem, mas <strong>o que vimos foi um garoto de 66 anos apresentando suas obras atemporais quase sempre movidas pelo som da guitarra elétrica</strong>, recompensando o alto investimento do público e trazendo um espetáculo impecável em todos os sentidos, desde a escolha do repertório até o show de luzes e interação irreparáveis.</p>
<p>Vida longa ao mestre <em>Bryan Adams</em> !!!</p>
<p>SETLIST:</p>
<p>Can&#8217;t Stop This Thing We Started (acústica)</p>
<p>Straight From the Heart (acústica)</p>
<p>Let&#8217;s Make a Night to Remember (acústica)</p>
<p>Kick Ass</p>
<p>Run to You</p>
<p>Somebody</p>
<p>Roll With the Punches</p>
<p>Do I Have to Say the Words?</p>
<p>When You Love Someone</p>
<p>18 Till I Die</p>
<p>Please Forgive Me</p>
<p>It’s Only Love</p>
<p>Shine a light</p>
<p>Heaven</p>
<p>Never Ever Let You Go</p>
<p>This Time</p>
<p>Heat of the Night</p>
<p>Make Up Your Mind</p>
<p>You Belong to Me</p>
<p>Twist and Shout</p>
<p>Have You Ever Really Loved a Woman?</p>
<p>So Happy It Hurts</p>
<p>Will We Ever Be Friends Again</p>
<p>Here I Am  (acústica)</p>
<p>When You&#8217;re Gone  (acústica)</p>
<p>The Only Thing That Looks Good on Me Is You</p>
<p>(Everything I Do) I Do It for You</p>
<p>Back to You</p>
<p>Summer of &#8217;69</p>
<p>Cuts Like a Knife</p>
<p>All for Love  (acústica)</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Living Colour em Porto Alegre &#8211; 26/02/26 &#8211; Resenha do Show</title>
		<link>https://viniciusmitto.com.br/living-colour-em-porto-alegre-26-02-26-resenha-do-show/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rico Danielski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 22:36:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; Pioneiro em incorporar em seus trabalhos algumas das vertentes do rock&#8217;n&#8217;roll à evolução do jazz e do R&#38;B para o funk americano (aquele consagrado principalmente por James Brown nos anos 70), além de uma forte pegada heavy metal notadamente pelos riffs produzidos pelo guitar hero Vernon Reid, o quarteto composto por Corey Glover nos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Pioneiro em incorporar em seus trabalhos algumas das vertentes do <em>rock&#8217;n&#8217;roll</em> à evolução do <em>jazz</em> e do <em>R&amp;B</em> para o <em>funk</em> americano (aquele consagrado principalmente por <em>James Brown</em> nos anos 70), além de uma forte pegada <em>heavy</em> <em>metal</em> notadamente pelos <em>riffs</em> produzidos pelo <em>guitar hero Vernon Reid</em>, o quarteto composto por <em>Corey Glover</em> nos vocais, <em>Will Calhoun</em> na bateria e <em>Doug Wimbish</em> no baixo, além do já citado <em>Vernon Reid</em> na guitarra, retorna ao Brasil para uma série de 4 <em>shows</em> em comemoração aos seus 40 anos de estrada, mostrando que continuam a conciliar muito bem todos esses elementos associados às temáticas sociopolíticas e raciais deveras presentes em suas composições. Com uma representatividade quase singular em ser constituído por músicos negros desde sua concepção, o grupo sempre foi reconhecido pelo virtuosismo de seus integrantes e pela intensidade de suas <em>performances</em> ao vivo. E foi realmente o que se pode conferir no <em>Bar Opinião</em> em <em>Porto Alegre</em> na noite de 26 de fevereiro de 2026.</p>
<p>Ao som da marcha imperial de <em>John Williams</em>, o time entrou em campo com uma tríade do álbum <em>Stain</em> de 1993; <em>Leave it Alone</em>, <em>Ignorance is Bliss</em> e <em>Go Away</em>, recheada com <em>Middle Man</em> do primeiro álbum, responsável por abrir a apresentação em tom de calmaria, com os motores ligados mas no estágio de aquecimento.</p>
<p>Após uma breve exibição instrumental, <em>Funny Vibe</em>, uma música também tranquila como o próprio nome diz, porém dotada de um solo de guitarra nervoso, preparou o terreno para mais uma de <em>Stain</em>, a swingada <em>Bi</em>, executada com maestria e arrancando alguns remexos de cintura da plateia mais próxima ao palco.</p>
<p><em>Hallelujah</em> de <em>Leonard Cohen</em>, com sua sonoridade <em>gospel</em> cantada quase <em>a cappella</em>, transformou a casa de <em>shows</em> do bairro <em>Cidade Baixa</em> em uma igreja americana da década de 1930. Um belo momento!</p>
<p>Outra homenagem, desta vez à banda <em>nova-iorquina Talking Heads</em> que também agrega a matriz africana e o <em>funk</em> em suas composições, fez-se com a execução de <em>Memories Can’t Wait</em> de 1979, floreada por nuanças vocais e seguida em coro pelo público. Após a autoapresentação do vocalista <em>Corey Glover</em> e um solo de bateria acompanhado por “barulhinhos” sampleados, <em>This is the Life</em>, faixa de <em>Time’s Up</em> de 1990, fez-me dar o único bocejo da noite talvez pela sua monotonia e repetitividade rítmica. Mas enfim, não se vive só de frenesi.</p>
<p>Os motores aumentaram os giros com <em>Pride</em>, muito festejada assim como a consequente execução de um <em>eletrofunk</em> improvisado pelo grande baixista <em>Doug Wimbish</em>, e emendados por <em>Glamour Boys</em>, talvez a canção mais aguardada da festa e que em sua letra zomba  descaradamente da vida fácil dos mauricinhos endinheirados – a versão gringa da <em>Burguesinha</em> de <em>Seu Jorge</em>. Ela diz assim:</p>
<p>The glamour boys &#8230; never have no money</p>
<p>The glamour boys &#8230; wear the most expensive clothes</p>
<p>The glamour boys &#8230; are always at the party</p>
<p>Where the money comes from &#8230; heaven only knows</p>
<p><em>Love Rears its Ugly Head</em>, um <em>soulzaço</em> cadenciado tratou de iniciar o bloco final que seguiu com <em>Type</em>, <em>Time’s Up</em> e a pesada <em>Cult of Personality</em> lá do primeiro disco do grupo, o <em>Vivid</em> de 1988, consagrada pelo <em>riff</em> explosivo da guitarra de <em>Mr. Vernon Reid</em>, que com seu bonezinho maroto e instrumento quase no peito, trouxe-me à cabeca as imagens dos guitarristas <em>Tony MacAlpine</em> e <em>Tom Morello</em>. Semelhanças à parte, <em>Solace of You</em> marcou a entrada do <em>bis</em> seguida por <em>Should I Stay or Should I Go</em> que, originalmente composta pelo <em>The Clash</em> em 1981, encerrou a apresentação fazendo <strong>referência ao <em>punk</em> como raiz fundadora de vários movimentos musicais que apareceram posteriormente</strong>.</p>
<p>O tempo passa. Algumas vertentes musicais desaparecem e outras nascem; mas mesmo depois de 40 anos o <em>Living Colour</em> continua provando que suas fusões criativas não desbotaram e suas cores continuam vivas !</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MARENNA (SHOW DE ABERTURA PARA GLENN HUGHES) &#8211; 11/11/2025 &#8211; RESENHA</title>
		<link>https://viniciusmitto.com.br/marenna-show-de-abertura-para-glenn-hughes-11-11-2025-resenha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rico Danielski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 12:41:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
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		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>
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					<description><![CDATA[De fato, o rock gaúcho conta agora com mais um nome de peso. Trata-se do grupo Marenna que, concebido na cidade de Caxias do Sul e liderado pelo vocalista Rod Marenna, traz em seus 2 discos de estúdio, alguns EPs e no recente registro ao vivo chamado Ten Years After, uma sonoridade muito bem equilibrada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De fato, o <em>rock</em> gaúcho conta agora com mais um nome de peso. Trata-se do grupo <em>Marenna</em> que, concebido na cidade de <em>Caxias do Sul</em> e liderado pelo vocalista <em>Rod Marenna</em>, traz em seus 2 discos de estúdio, alguns <em>EPs</em> e no recente registro ao vivo chamado <em>Ten Years After</em>, uma sonoridade muito bem equilibrada entre os aspectos rítmicos, melódicos e de execução. Imprimindo um <em>Hard Rock</em> de primeira classe que busca revisitar o estilo <em>Rock de Arena</em> ( ou <em>AOR – Album Oriented Radio</em> – sempre com uma produção sofisticada e caracterizado por um forte apelo melódico e comercial ), nos leva à boa, velha e nostálgica sonoridade do início dos anos 1980. É o que alguns malfadados chamam de “Rock Farofa”, muito bem representado pelos americanos do <em>Bon Jovi</em> e do <em>Firehouse</em> (só para citar alguns), com seus refrões grudentos que cravam na memória. Sendo o termo perojativo ou não, o que realmente importa é que esse tal Rock Farofa roubou a cena em décadas passadas e continua ainda como um subgênero respeitado e amado por muitos.</p>
<p>Apesar da bagagem de uma década de vida com muito boa aceitação nacional e internacional, foi nos últimos anos que o <em>Marenna</em> se solidificou após abrir <em>shows</em> importantes como o dos <em>Scorpions</em> em abril de 2023 no ginásio Gigantinho e realizar o sonho de todo roqueiro,  uma breve turnê por 6 países europeus.</p>
<p>Subindo ao palco antes da apresentação de <em>Glenn Hughes</em> (o lendário baixista do <em>Deep Purple</em> ), com <em>Edu Lersch</em> na guitarra, <em>Luks Diesel</em> no teclado, o figuraça “<em>BIFE</em>” no baixo e <em>Arthur Schavinski</em> na bateria, além do já citado <em>Rod Marenna</em> nos vocais, nota-se de cara um grupo já preparado para grandes acontecimentos. Com um visual bacana, movimentação e entrosamento perfeitos e com 3 paninhos legais no “semi-fundo” de palco, ecoou nos amplificadores do <em>Bar Opinião</em> os acordes iniciais de <em>Voyager</em>, faixa 8 do último trabalho homonimamente intitulado seguida de <em>Never Surrender</em> de 2016, uma das canções mais melódicas da banda e sempre presente em suas apresentações. Vale ressaltar a destreza e total controle da situação do guitarrista <em>Eduardo Lersch</em>, que roubou a cena com sua Gibson Les Paul e seus movimentos abruptos, sem deixar de lado a perfeita execução dos fraseados originais.</p>
<p><em>Out of Line</em> e <em>You Need to Beleive</em>, mais uma vez uma dobradinha de discos diferentes do grupo, desta vez a segunda não do álbum propriamente dito mas do <em>EP</em> coexistente, fizeram o interlúdio para <em>How Long</em> e as 3 canções subsequentes. <em>Breaking the Chains</em>, música que clama por libertação como dita <em>in loco</em> por <em>Rod Marenna</em>, o próprio compositor, <em>Perfect Crime</em> e a derradeira <em>Had Enough</em>, cortada inesperadamente em sua falácia introducional provavelmente pelo <strong><em>“total stressed stage manager”</em></strong> de banda gringa que anda por aqui e pelo mundo (talvez pelo tempo de palco estar estourando), fizeram um fechamento certeiro para o que viria depois, o esperado <em>show</em> de <em>Glenn Hughes</em>. Só faltou <em>Runaround</em>, talvez sua melhor e mais bem produzida composição.</p>
<p>Mas que banda legal !</p>
<p>Ainda ouviremos muito sobre esses caras maneiros do <em>Marenna</em> !</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Masterplan in PoA &#8211; 02/11/2025 &#8211; Resenha do Show</title>
		<link>https://viniciusmitto.com.br/masterplan-in-poa-02-11-2025-resenha-do-show/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rico Danielski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 22:48:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
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					<description><![CDATA[O Plano Master de Mr. Roland Grapow de encabeçar seu próprio trabalho após sérios desentendimentos entre ele e seus colegas de banda durante a turnê do álbum The Dark Ride, quando ainda integrava o Helloween no início dos anos 2000, continua vivo. E tudo isso, mesmo com algumas trocas de integrantes e a saída do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left">O Plano Master de <em>Mr. Roland Grapow</em> de encabeçar seu próprio trabalho após sérios desentendimentos entre ele e seus colegas de banda durante a turnê do álbum <em>The Dark Ride</em>, quando ainda integrava o <em>Helloween</em> no início dos anos 2000, continua vivo. E tudo isso, mesmo com algumas trocas de integrantes e a saída do chapa e co-fundador <em>Uli Kusch</em> (também <em>ex-Helloween</em>), 5 anos depois da concepção do grupo. Apesar das declarações de algumas más línguas sobre seu temperamento difícil estilo <em>Yngwie Malmsteen</em>, não podemos esquecer que estamos falando de um excelente guitarrista e um gênio na arte de compor e conceber ideias.</p>
<p>Pisando novamente no palco do <em>Bar Opinião</em> 22 anos após a apresentação de seu grande álbum de estreia a qual presenciei, o idealizador e guitarrista <em>Roland Grapow</em> e o tecladista <em>Axel Mackenrott,</em> únicos remanescentes da noite inaugural de 25 de Novembro de 2003 em PoA – contando agora com <em>Rick Altzi</em> nos vocais, <em>Jari Kainulainen</em> no baixo e o brasileiro <em>Marcus Dotta</em> (contratado apenas para o <em>tour</em> sul-americana) na bateria – deram início à exibição às 21:35h com a execução do novo <em>single</em> <em>Rise Again</em>, uma música nada espetacular mas que cumpriu a missão de abrir a noite pelo fato de ter saído do forno há apenas alguns meses. A partir daí, uma dobradinha do primeiro álbum. <em>Enlighten Me</em> e <em>Spirit Never Die</em>, com <em>Lost and Gone</em> de 2007 na sequência e antes da segunda dobradinha, composta por <em>Crimson Rider</em> e <em>Back for my Life</em> do disco <em>Aeronautics</em> de 2005, pude ver umas bebericadas em uma taça de vinho tinto por parte do baixista finlandês <em>Jari Kainulainen</em>. <em>Kind Hearted Light</em>, pesadíssima e também do melhor período da banda, o do álbum inaugural de 2003, fechou a primeira parte da apresentação antes da interpretação de uma <em>cover</em> do <em>Helloween</em>, <em>The Time of the Oath</em>, datada de 1996 e lançada em seu álbum homônimo. Começavam aí os primeiros gritos mais enérgicos da plateia. <em>Keep your Dream Alive</em> e <em>Crystal Night</em> fizeram um pequeno interlúdio para a preparação final. <em>Soulburn</em> (dita <em>in loco</em> como sendo a canção preferida de <em>Rick Altzi)</em> e, com a participação do vocalista da <em>Tierramystica</em> fazendo a vez de <em>Michael Kiske</em> na melódica <em>Heroes</em>, atiçaram um pouco mais os ânimos da audiência &#8230; com o lindo refrão cantado em coro &#8230;</p>
<p><em><strong>“We&#8217;re the heroes of a new world, </strong></em></p>
<p><em><strong>The Masterplan&#8217;s rising and dreams will come true,</strong></em></p>
<p><em><strong>Sending freedom like a warming rain,</strong></em></p>
<p><em><strong>We show you the magic you&#8217;ve never seen arise, above you&#8221;.</strong></em></p>
<p style="text-align: left"><em>The Chance</em>, outra música nada especial mas que entrou em cena por ser a primeira composição de <em>Grapow</em> no <em>Helloween</em> lá no início dos anos 1990, fechou o bloco principal. <em>Crawling from Hell</em> – mais uma do disco de <em>debut</em> – com seu <em>riff</em> destruidor, foi a última a ser apresentada antes da famigerada <em>band introduction</em> &#8230; com os famosos <em>blábláblás</em> e coros de <em>ôô &#8230; ô &#8230; ô &#8230; ôôôôô</em> &#8230; um notório  artifício de descanso/interação muito utilizado em apresentações ao vivo. Talvez minha extensa quilometragem percorrida em horas de <em>shows</em> seja a culpada por não suportar mais tão bem esse tipo de estratagema. Em contrapartida, em um dado momento, o tecladista <em>Axel Mackenrott</em> “puxou” nos teclados o <em>riff</em> de <em>Burn</em> do <em>Deep Purple</em>, performada até o fim do primeiro refrão. Uma improvisação bacana e provavelmente fora do <em>script</em> inicial!</p>
<p>Uma das canções mais aguardadas da noite, <em>The Dark Ride</em>, composição exclusiva de <em>Roland</em> em sua antiga banda, com seus quase 10 minutos de duração, encerrou o concerto deixando um clima soturno pairando no ar. Característica esta, muito peculiar dos trabalhos produzidos por ele nessa época.</p>
<p>Antigas desavenças <em>Helloweenianas</em> à parte – haja vista a presença de músicas dessa época no <em>setlist</em> – mas com uma grupo sólido e arejado somados a uma pitada de amadurecimento musical e principalmente pessoal de <em>Grapow</em>, continuam fazendo do <em>Masterplan</em> uma instituição de primeira linha do <em>Heavy Melódico</em> (leia-se <em>Heavy de Bom Gosto</em>) mundial.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>SEPULTURA IN PORTO ALEGRE &#8211; 31/05/2025 &#8211; Resenha do Show</title>
		<link>https://viniciusmitto.com.br/sepultura-in-porto-alegre-31-05-2025-resenha-do-show/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rico Danielski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jun 2025 15:01:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>
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					<description><![CDATA[40 anos separaram os primeiros acordes gravados pelos irmãos Max e Igor Cavalera dos dias atuais em que a banda, já com outros 2 integrantes em seus postos, se despede dos palcos e do público sul-brasileiro na turnê Celebrating Life Through Death – Brazilian Farewell Tour 2025, com casas cheias em Curitiba (29), Florianópolis (30) [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>40 anos separaram os primeiros acordes gravados pelos irmãos <em>Max</em> e <em>Igor Cavalera</em> dos dias atuais em que a banda, já com outros 2 integrantes em seus postos, se despede dos palcos e do público sul-brasileiro na turnê <em>Celebrating Life Through Death – Brazilian Farewell Tour 2025</em>, com casas cheias em <em>Curitiba</em> (29), <em>Florianópolis</em> (30) e <em>Porto Alegre</em> (31).</p>
<p>Muito tempo passou. Tivemos o conturbado fim da era <em>Max</em> com as várias intrigas da banda em relação à sua esposa e empresária <em>Gloria</em> <em>Cavalera</em>, e posteriormente o da era <em>Igor</em>, que segurou as baquetas do <em>Sepultura</em> sem a companhia do irmão por quase 10 anos. A chegada de <em>Derrick Green</em> aos vocais em 1997 e do extraordinário baterista <em>Eloy Casagrande</em> em 2011 (que hoje pilota o <em>drum set</em> do grupo americano <em>Slipknot</em>), conseguiram manter um alto nível pelo menos nas apresentações ao vivo da época pós <em>Roots</em>, talvez o disco mais maduro e emblemático da banda, e um dos mais aclamados do <em>Thrash Metal</em> mundial. Como outrora bem disse <em>Mr. Corey Taylor</em>, vocalista do <em>Slipknot</em>, em relação à <em>Max</em> e ao álbum <em>Roots</em> de 1996, em outras palavras: “<strong>Max pode fazer e falar o que quiser agora, ele gravou Roots</strong>” &#8230;. Sábias palavras!</p>
<p>Com um atraso de meia hora, provavelmente devido à grande quantidade de gente que ainda entrava pelos portões mesmo depois da hora marcada, <em>Beneath the Remains</em> e <em>Inner Self</em> do álbum de 1989, soaram nos amplificadores e marcaram o início da apresentação já num patamar elevado. Pancadaria pura dos primórdios do grupo. A partir daí, tivemos uma bela revisitação de sua indiscutível herança, com performances de músicas da consagrada década de 90 dos discos <em>Arise</em>, <em>Chaos A.D.</em> e do já citado <em>Roots</em>, assim como de algumas das mais recentes de <em>Kairos</em> (2011), <em>Machine Messiah</em> (2017) e <em>Quadra</em> (2020). Destaque para a instrumental <em>Kaiowas</em> de 1993, onde a banda convidou músicos locais e amigos para aumentar a sonoridade percussiva, com alguns tambores extras dispostos pelo palco. Pude ver os irmãos <em>Rafael</em> e <em>Renato Siqueira</em> da <em>It’s all Red,</em> banda porto-alegrense de <em>Heavy Metal</em>, descendo o braço em um dos tambores ao lado do guitarrista <em>Andreas Kisser</em>. Uma sacada bem legal! Aliás, não posso deixar de mencionar o desempenho do novo baterista, o americano  <em>Greyson Nekrutman</em>, chamado para esta última turnê ocupando a vaga de <em>Eloy Casagrande</em> e que não deixou nenhuma batida fora do lugar. Realmente, “esse Seu Creysson” vem fazendo um excelente trabalho, dadas a mescla histórica e a dificuldade técnica das canções apresentadas no <em>setlist</em>.</p>
<p><em>Orgasmatron</em>, um cover do <em>Motörhead</em>, e <em>Troops of Doom</em> da era de um <em>Sepultura</em> quase <em>Black Metal</em> lá de 1986, fizeram o interlúdio para o desfecho de <em>Territory</em>, <em>Refuse/Resist</em> e <em>Arise</em>, 3 das músicas mais aguardadas pela audiência que incendiou a pista em frente ao palco com as famosas rodas de socos e chutes, algo bem comum de ser ver em um show <em>sepulturiano</em>.</p>
<p>Uma pausa para respirar &#8230; mais uns goles de cerveja para hidratar ( ! ) &#8230; e pronto. Veio o <em>bis</em> com <em>Ratamahatta</em>, uma baita composição fora dos padrões que mistura música pesada, temas indígenas e de vodu dizendo: “<strong><em>Biboca garagem favela, biboca garagem favela! Fubanga maloca bocada, fubanga maloca bocada</em></strong>!” Em outra parte da música: “<strong><em>Zé do Caixão, Zumbi, Lampião. Zé do Caixão, Zumbi, Lampião</em></strong> &#8230;” Sem dúvida, uma chapação muito louca que só o <em>Sepultura</em> seria capaz de arquitetar!</p>
<p>Ainda faltava <em>Roots</em>, faixa título do álbum de 1996. E ela veio com a massa saltitando em uníssono: “<strong><em>Roots, bloody Roots, Roots, bloddy Roots. Roots, bloody Roots, Roots, bloddy Roots</em></strong>”.</p>
<p>Vida longa ao <em>Sepultura</em>! Infelizmente em breve não mais ao vivo e <em>in loco</em>, mas eternamente sepultado em nossas memórias graças ao seu legado que continuará sempre vivo embalando os amantes do bom e velho <em>Heavy Metal</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saxon em Porto Alegre &#8211; (06/05/2025) &#8211; Resenha do Show</title>
		<link>https://viniciusmitto.com.br/saxon-em-porto-alegre-06-05-2025-resenha-do-show/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rico Danielski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 May 2025 19:15:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>
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					<description><![CDATA[Que bela surpresa ver as meninas da Burning Witches em ação como convidadas de última hora para iniciar o festejo Heavy Metal do dia 06 de Maio no Bar Opinião, contando agora com a virtuosa guitarrista americana Courtney Cox em sua formação ( não confundir com a atriz que interpretou Monica Geller no famoso seriado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Que bela surpresa ver as meninas da <em>Burning</em> <em>Witches</em> em ação como convidadas de última hora para iniciar o festejo <em>Heavy Metal</em> do dia 06 de Maio no Bar Opinião, contando agora com a virtuosa guitarrista americana <em>Courtney Cox</em> em sua formação ( não confundir com a atriz que interpretou <em>Monica Gelle</em>r no famoso seriado “<em>Friends</em>” ) trazendo talvez o que há de melhor produzido atualmente pelo naipe feminino em se tratando de música pesada. Inspiradas nos ícones da época mais quente e cruel da história do <em>Rock</em> ( os anos 70 e 80 ) o quinteto simplesmente fez ferver em chamas a audiência enfeitiçada pela ótima sonoridade e deveras pela excelente presença de palco quase teatral das integrantes, em especial da vocalista <em>Laura Guldemond</em>, abrindo a noite de forma selvagem e ardente e atiçando os sentidos para a entrada de <em>Peter “Biff” Byford</em> e sua turma – os membros da icônica banda <em>Saxon</em> – prima de primeiro grau da também inglesa <em>Iron Maiden</em>, dois dos principais nomes da <em>New Wave of British Heavy </em>Metal dos bons e velhos anos 1980, a nova onda britânica que surgiu depois do primeiro tsunami propagado pelo <em>Deep Purple</em>, <em>Led</em> <em>Zeppelin</em> e <em>Black Sabbath</em> no início da década de 70.</p>
<p>Um sinal de lanterna do <em>stage</em> <em>manager</em> para a equipe de iluminação. Som mecânico em <em>fade</em> <em>out</em> e luzes se apagando. Entrada no palco às 20h28min, dois minutos antes do que fora programado, no maior estilo “quebradeira” com a pesadíssima <em>Hell, Fire and Damnation</em> do mais recente trabalho de 2024, seguida por <em>Power and the Glory</em> e as anciãs <em>Backs to the Wall</em> do primeiro álbum e <em>Heavy Metal Thunder</em> de 1980. <em>Dallas 1 PM</em> e <em>Strong Arm of the Law</em>, com o vocalista <em>Biff Byford</em> atirando garrafas d’água abertas para o público, junto com <em>1066</em>, fizeram a introdução para o momento mais aguardado do show, a performance do discaço <em>Wheels of Steel</em> gravado a 45 anos atrás, o grande responsável por impulsionar a carreira do grupo. Como prometido para a atual turnê, foi apresentado na íntegra! Canção por canção, da primeira a nona, na mesma ordem contida na gravação original de 1980. Destaques para a faixa título <em>Wheels of Steel</em>, <em>747 (Strangers in The Night)</em> e <em>See the Light Shining</em> com a abertura da famosa roda de <em>pogo</em> em frente ao palco e que apresenta um interlúdio marcado por um <em>riff</em> de guitarra muito semelhante a introdução de <em>Run to the Hills</em> do <em>Iron Maiden</em> lançada dois anos depois; plágio ou homenagem de <em>Bruce Dickinson</em> e sua trupe ?!</p>
<p>O desfecho foi marcado por músicas da década de 80, com sua temática medieval, belicista e triunfante que caracteriza todo o seu patrimônio. <em>Crusader</em> (1984), com <em>Biff</em> fazendo uso da jaqueta de um fã que fora atirada ao palco, e uma tríade empolgante do disco <em>Denim and Leather</em> de 1981, iniciada pela faixa homônima que em sua letra diz &#8230;. <strong>“Jeans e couro – nos uniram – foram vocês que tornaram nosso espírito livre”</strong>&#8230;. passando por <em>And the Bands Played On</em> com uma nova roda <em>punk</em> surgindo no meio da multidão e fechando com a pesada e cadenciada <em>Princess of the Night</em>, formaram uma simbiose banda/plateia muito agradável de ver e sentir. Prova disso foi o constante sorriso no rosto dos músicos em cena, principalmente no do baixista <em>Nibbs Carter</em> que rodopiava e subia a todo momento nos amplificadores do retorno sonoro para o palco; com certeza o maior malucão da noite!</p>
<p>O <em>Saxon</em> é mais uma daquelas lendas consagradas que carrega um legado incrível e uma legião de fãs que já deveria estar ciente e concordar que, com o passar dos anos e o envelhecimento não só deles mas de todos os nossos heróis da música do passado, aos poucos estamos nos tornando órfãos dos talentos musicais notadamente mais puros e viscerais que estão a beira da extinção &#8230;. <strong>aquele meu medo recorrente de que o bom e velho Rock and Roll está com os dias contados !</strong></p>
<blockquote><p>&nbsp;</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Monsters of Rock &#8211; 19/04/2025 &#8211; São Paulo, SP &#8211; Breve Resenha dos Shows!</title>
		<link>https://viniciusmitto.com.br/monsters-of-rock-19-04-2025-sao-paulo-sp-resenha-dos-shows/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rico Danielski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2025 02:33:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>
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					<description><![CDATA[Festivais como o Rock in Rio ( ao menos as primeiras edições ), o Hollywood Rock ( extinguido na década de 1990 ) e o Monsters of Rock ( realizado no Brasil pela Philips Co. em seus primórdios ) são eventos que, apesar de outrora deterem uma atmosfera diferente da dos dias atuais, mereceram e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Festivais como o <em>Rock in Rio</em> ( ao menos as primeiras edições ), o <em>Hollywood Rock</em> ( extinguido na década de 1990 ) e o <em>Monsters of Rock</em> ( realizado no Brasil pela <em>Philips Co.</em> em seus primórdios ) são eventos que, apesar de outrora deterem uma atmosfera diferente da dos dias atuais, mereceram e sempre merecerão a atenção do público e crítica por comumente contarem com a presença de nomes de forte expressão no cenário da música pesada.</p>
<p>Comemorando seu aniversário de 30 anos no Brasil, o festival <em>Monsters of Rock</em> reuniu além dos veteraníssimos <em>Scorpions, Judas Priest</em>, e <em>Europe</em>, uma turma de meia idade também consagrada ao longo dos anos. São eles os americanos do <em>Queensrÿche</em> e do <em>Savatage</em>, esta última voltando aos palcos depois de um hiato de 10 anos. Completaram o <em>line up</em>, os nórdicos das bandas <em>Opeth</em> e <em>Stratovarius</em>, que tiveram a tarefa de abrir o evento ainda na manhã de sábado do dia 19 de Abril de 2025 no <em>Allianz</em> <em>Parque</em> em <em>São</em> <em>Paulo</em>.</p>
<p>Devido a motivos técnicos e de logística, todos concebidos por minha conta e risco, adentrei ao estádio um pouco além das 14h com o grupo <em>Queensrÿche</em> já no palco, o vocalista <em>Todd La</em> <em>Torre</em> desferindo seus falsetes marcantes e a banda, como de costume, mostrando seu <em>heavy</em> <em>metal</em> num alto e bom som que com certeza, deixou alguns ouvintes que os desconheciam, surpreendidos. <em>Silent Lucidity</em>, provavelmente sua música mais conhecida, ficou de fora do <em>setlist</em> assim como na maioria de seus concertos pregressos. Um pena! Apesar de ser uma obra-prima, lenta e cadenciada, talvez não combinasse muito com o tempo restrito dedicado a cada banda em um festival de 12h de duração.</p>
<p>Em seguida tivemos o <em>Savatage</em> em sua “volta aos palcos”, que expôs todo seu <em>Hard/Heavy</em> com pitadas de <em>Rock Progressivo</em>, alcançando os primeiros gritos e aplausos mais expressivos. <em>Edge of Thorns</em>, contando com uma invasão de palco por parte de uma fã alucinada, e <em>The</em> <em>Wake of Magellan</em>, canções de seus álbuns homônimos de 1993 e 1997, respectivamente; somadas à esperada <em>Gutter Ballet</em>, um épico de 1989, formaram a melhor parte da apresentação com os guitarristas <em>Chris Caffery</em> e <em>Al Pitrelli</em> colocando tudo no seu devido lugar, disparando <em>riffs</em> poderosos e <em>solos</em> precisos, além das várias bolas de futebol chutadas para a plateia pelo vocalista <em>Zak Stevens</em>, o que foi algo muito divertido de presenciar. Mas emocionante mesmo foi ver <em>Jon Oliva</em>, tecladista fundador e também o antigo vocalista que, afastado das turnês por motivos médicos,  executou <em>Believe</em> (parte de sua <em>Ópera Rock</em> de 1991) no piano em uma gravação feita especialmente para esta exibição, soando juntamente com a banda ao vivo e dividindo as partes vocais com <em>Mr. Stevens</em>, o atual cantor, tudo muito bem sincronizado e realmente tocante. Seu irmão, o guitarrista <em>Chris Oliva</em> falecido em 1993 e também co-fundador do grupo, não ficou de fora da festa sendo homenageado com imagens de apresentações antigas nos 3 grandes telões. Lindo demais até para quem não é fã de carteirinha do grupo.</p>
<p>Após mais uma rápida transformação de palco, chegou a hora do <em>Europe</em> que, com sua grande experiência e tantos anos de estrada, certamente não iria decepcionar. <em>Joey Tempest</em>, um <em>frontman</em> estilo <em>Mick Jagger</em>, teve o público na mão durante todo o tempo, com uma entrega notável e digna de registro. Não faltaram a balada <em>Carrie</em> e, é claro, <em>The Final Countdown</em>, que encerrou a participação do grupo.</p>
<p>Com um tempo de preparação de palco um pouco maior, o bom e velho <em>Rob Halford</em> trouxe, junto com o baixista <em>Ian Hill</em> e um resto de banda reformulado, os petardos clássicos da carreira altamente consolidada da banda britânica <em>Judas Priest</em>, além de 3 músicas de <em>Invincible Shield</em>, seu mais recente trabalho lançado em 2024. Menções para <em>Breaking the Law</em> e <em>Pain Killer</em> que foram cantadas a plenos pulmões, a famosa entrada no palco de uma motocicleta <em>Harley Davidson</em> em <em>Hell Bent for Leathe</em>r durante o <em>bis</em>, e é claro, <em>Living After Midnight</em> que encerrou a participação. As longas barbas brancas de <em>Mr. Halford</em> são só um detalhe. Parece que o tempo não passou pra ele ! Digno de registro também, foi a performance do baterista <em>Scott Travis</em>, que lá atrás tocava tranquila e impetuosamente, com batidas extremamente perfeitas e ao mesmo tempo com uma feição nada indiferente nem tampouco arrogante, mas como se estivesse “assistindo à Sessão da Tarde na TV Globo”, coisa que só quem tem pleno domínio de sua atividade consegue.</p>
<p>Com o tempo alternando de muito quente no início do dia, para eventuais e leves pancadas de chuva no decorrer da tarde, o início da noite foi marcado por uma precipitação mais intensa, que fez com que os fãs mais prevenidos vestissem suas inseparáveis capas de chuva descartáveis, o que é sempre os 5 reais mais bem investidos em um evento longo a céu aberto e com conhecida previsão de chuva.</p>
<p>Até é esperado que, com as minhas tantas horas de shows na bagagem e meus 46 anos, uma saída antecipada favoreceria meu deslocamento de volta e a fuga da massa em derradeiro <em>frenesi</em>, mesmo com os 60 anos de história dos <em>Scorpions</em>, ali na minha frente. Mas foi o que fiz! Depois de <em>The Zoo</em>, com a chuva apertando mais, despedi-me do companheiro de inúmeros shows <em>Rafael Isolini</em>, colecionador (como eu) de mídias fisicas e fã inveterado da banda,  deixando o festival e prevendo a reverberação das emoções de um dia extremamente <em>Rock and Roll</em>! Pode ter sido uma heresia, mas consigo lembrar muito bem das outras 2 vezes em que estive frente a frente com os velhos escorpiões do <em>Rock</em>. Só perdi a surpresa que alguns já conheciam, a presença de um gigante fantoche inflável em forma de escorpião que brotou da parte alta do palco como aconteceu no show de Brasília 3 noites antes. Dadas as minhas devidas condições, tudo bem! Mas é mais ou menos como sair antes de ver o mascote Eddie em um show do Iron Maiden!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uriah Heep encanta Porto Alegre em concerto de despedida &#8211; 10/04/2025 &#8211; Resenha do show</title>
		<link>https://viniciusmitto.com.br/uriah-heep-encanta-porto-alegre-em-concerto-de-despedida-10-04-2025-resenha-do-show/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rico Danielski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 17:35:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
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					<description><![CDATA[Pouco mais de 10 anos separaram a audiência porto-alegrense dos magos da banda inglesa Uriah Heep ao vivo e in loco, que desta vez, aterrizaram em solo gaúcho para uma última apresentação na cidade (pelo menos é o que prometem em sua tour de despedida dos palcos) como parte da turnê mundial intitulada The Magician’s [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pouco mais de 10 anos separaram a audiência porto-alegrense dos magos da banda inglesa <em>Uriah</em> <em>Heep</em> ao vivo e <em>in</em> <em>loco</em>, que desta vez, aterrizaram em solo gaúcho para uma última apresentação na cidade (pelo menos é o que prometem em sua <em>tour</em> de despedida dos palcos) como parte da turnê mundial intitulada <em>The</em> <em>Magician’s Farewell</em>, chegando ao Brasil depois de algumas datas em sua terra natal no início do ano, passando também pelo Uruguai, Argentina e Chile no começo de abril. <em>Mick Box,</em> guitarrista e único membro original remanescente do grupo formado lá nos idos de 1969, ao lado do vocalista <em>Bernie Shaw</em> ( o grande nome da noite, uma misturinha visual de <em>Jorn Lande</em> e <em>Kai Hansen</em> com os trejeitos de <em>Ronnie James Dio</em>), do tecladista <em>Phil Lanzon</em>, do baterista <em>Russell Gilbrook</em> e do baixista <em>Dave</em> <em>Rimmer</em>, apresentaram suas joias consagradas assim como algumas músicas de seu mais recente trabalho , <em>Chaos &amp; Colour</em>, lançado em 2023.</p>
<p>Com um setlist gessado ( onde qualquer fã que se dê ao trabalho de pesquisar a sequência de músicas dos concertos anteriores pode se tornar o mestre dos <em>spoilers</em>! ), não foi uma surpresa o apagar das luzes e as notas iniciais de <em>Grazed by Heaven</em> soarem nos amplificadores às 21h:59min:30s, de acordo com a famosa pontualidade britânica, assim como a nova e muito boa <em>Save me Tonight</em> logo atrás, com os gritos de “<em>Are you with me, Porto Alegre?!</em>” de <em>Mr. Shaw</em> durante a execução.</p>
<p>Em seguida, duas velharias, uma de 1971 e a outra de 1973, respectivamente <em>Shadows of Grief</em> e <em>Stealin’</em>. A primeira com uma sonoridade obscura, carregada de tensão e dor e a segunda, um <em>blues-rock</em> com uma pitada <em>folk</em> que remete aos conterrâneos da banda <em>Elf</em> do já citado <em>Ronnie James Dio</em> em seu <em>debut</em> um ano antes. Correlações à parte, voltemos ao show. <em>Hurricane</em>, uma “porrada” do novo álbum, fugindo um pouco da atmosfera setentista das demais canções, agitou os ânimos contrastando com o sequente decaimento em <em>The Wizard</em>, uma tremenda balada ao som de violões executada com toda a emoção contida originalmente na gravação de estúdio de 1972. <em>Sweet Lorraine</em>, um <em>blues</em> melancólico fez o interlúdio para <em>Free ‘n’ Easy</em>, a mais <em>heavy</em> <em>metal</em> da apresentação.</p>
<p><em>The Magician’s Birthday</em>, música do trabalho homônimo de 1972 com seus mais de 10 minutos de duração, um épico, abriu as portas para <em>Gipsy</em>, talvez a mais esperada pelos fãs por ser do disco de estreia e uma faixa símbolo do grupo. <em>July Morning</em>, do segundo álbum, marcou o fim do bloco principal e uma breve pausa, para mais uma bebericada do baixista <em>Dave</em> <em>Rimmer</em>, com seus 56 anos de vida e o único da banda como os cabelos não grisalhos, que degustava frequentemente o que parecia ser uma cerveja em uma garrafinha preta disposta estrategicamente ao lado do set de bateria. Nada como ser o mais jovem da turma !!</p>
<p>A clássica <em>Sunrise</em> de 1972, com seus famosos <em>backing vocals</em> em gritinhos operísticos, seguida por <em>Easy Livin’</em>, do mesmo ano mas de outro álbum e talvez o maior sucesso do grupo, formaram juntas o ponto alto da noite ( que já vinha sendo muito bem conduzida ), retratando que o grupo realmente acertou em trazer o que há de melhor em matéria de composição e importância histórica na escolha do setlist.</p>
<blockquote><p>A banda <em>Uriah Heep</em>, mesmo que um pouco menosprezada pelas massas, sempre foi uma mistura perfeita de muito bom som instrumental, letras fantasiosas e intrigantes, melodias marcantes levadas pelas frases das guitarras quase sempre regadas com <em>wah-wah</em>, pelo som maciço dos órgãos <em>Hammond</em> e pelas fortes harmonias vocais; que com o encerramento de suas atividades em breve e para a tristeza dos fãs, só nos resta guardar na memória e na prateleira de CDs todo o legado deixado por um grupo que influenciou bandas como <em>Queen</em>, <em>Iron Maiden</em> e <em>Accept</em>, montado pelas pessoas certas na hora certa e no lugar certo &#8211; a Inglaterra dos anos 60/70 &#8211; de uma era musical marcada pela inspiração, virtuosismo e inovação, tempo este que não voltará mais.</p></blockquote>
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