O Multipalco Eva Sopher traz de volta a cartaz em Porto Alegre o premiado espetáculo Geppetto, montagem que combina atuação e manipulação de marionetes para refletir sobre a relação entre pai e filho, criador e criatura. A produção, com texto de Nelson Diniz, direção cênica de Liane Venturella e concepção e atuação de Fábio Cuelli, terá curta temporada de sexta a domingo (12 a 14 de junho), às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel, com patrocínio master da Shell. Os ingressos têm preços únicos de R$ 60 no valor inteiro e R$ 30 para quem tem direito à meia-entrada, à venda no site www.theatrosaopedro.rs.gov.br e na bilheteria local.
“A Shell reconhece o poder transformador de cada parceria que fazemos. Mais do que apoiar, caminhamos juntos e construímos um legado que permanece — para as comunidades, para os territórios, para a sociedade e para nós. Por meio do nosso patrocínio ao Multipalco Eva Sopher, celebramos a vitalidade deste complexo cultural, dono de uma programação que valoriza a produção local e nacional, além de preservar a memória e o patrimônio artístico do Rio Grande do Sul”, comenta Glauco Paiva, gerente executivo de Comunicação e Marca da Shell Brasil.
Nova montagem dos grupos teatrais Máscara EnCena e Miseri Coloni, Geppetto tem como referência o clássico As Aventuras de Pinóquio: história de uma marionete, lançado pelo italiano Carlo Collodi, em 1883. A adaptação gaúcha foge da versão tradicional da história do boneco de madeira que ganha vida e se torna um menino de verdade, propondo uma continuação que mostra como seria a trajetória de Pinóquio na vida adulta, se ele ficasse responsável por cuidar de seu criador.
Tudo surgiu a partir da experiência pessoal de Fábio Cuelli, que utiliza boneco híbrido e marionete em cena. “Me peguei, recentemente, assumindo algumas responsabilidades e percebendo como comecei a ter atitudes de cuidado com os meus pais. Devido a isso, fui buscando compreender como outras famílias reconhecem e lidam com essa inversão de papéis. Tal busca me levou a perceber que o Brasil, segundo o IBGE, está aumentando o número de idosos e que, em 2070, eles serão quase 40% da população brasileira. Será que estamos discutindo, como sociedade, sobre o cuidado no envelhecimento?”, questiona Cuelli.
A produção tem como cenário uma oficina com ferramentas, pedaços de madeira e blocos de argila. São as matérias-primas para as criações do filho que, além de médico, seguiu o ofício do pai e tornou-se escultor. “O texto constrói a narrativa de um filho que passou a vida distante do pai. Ele criou a própria história e, já adulto e formado em medicina, passa a cuidar do seu pai. Cercado de elementos que remontam a profissão do marionetista, o filho dá vida aos objetos e bonecos para abordar as verdades, mentiras e omissões que atravessam esse convívio. A direção cênica veio com precisão e delicadeza para dar forma e vida a manipulação de cada elemento, principalmente aprofundando o cuidado com uma pessoa adoecida e, com isso, atravessando as emoções que derivam dessa situação”, explica o ator.
Outra curiosidade da peça é que, em alguns trechos, os personagens se comunicam por meio do Talian, uma língua brasileira que nasceu com os imigrantes, em regiões de ocupação italiana desde 1875, incluindo o nordeste do Rio Grande do Sul. O recurso reforça a intimidade familiar, já que esse dialeto foi usado, durante muito tempo, somente dentro das casas dos imigrantes devido à proibição imposta durante a Segunda Guerra Mundial.
Geppetto conta ainda com Alexandre Borin na assistência de direção, Maurício Casiraghi na direção de arte, Mario de Ballentti assinando a marionete e boneco híbrido, Sandro Martins na execução do projeto de iluminação, Beto Scopel com a composição da trilha sonora original e Vitor Pedroso na criação dos figurinos. A produção, que estreou em julho de 2025 no palcos, tem sido sucesso de público e crítica, já tendo recebido troféus de Melhor Espetáculo, Melhor Ator e Melhor Dramaturgia tanto no Prêmio Açorianos de Teatro como no Prêmio Olhares da Cena. A montagem também foi indicada como Destaque Nacional no 36º Prêmio Shell de Teatro, marcando a primeira vez em que um trabalho gaúcho concorreu nessa categoria.
Debate psicanalítico sobre o espetáculo
Na sexta-feira (12), logo após o encerramento da apresentação, haverá um debate sobre a peça, conduzido pela Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA). A conversa contará com participação do dramaturgo Nelson Diniz, do ator Fábio Cuelli e da psicanalista Heloísa Cunha Tonetto.
Próximas atrações do calendário especial patrocinado pela Shell
A apresentação de Geppetto faz parte de uma importante temporada de atividades no Multipalco Eva Sopher, resultado de uma parceria que vem sendo construída desde 2025 com a Shell e que teve origem através do Programa Emergencial Rouanet Rio Grande do Sul. O calendário especial contará com mais de 45 atrações, com recursos de acessibilidade e opções de ingressos gratuitos ou a preços populares, realizadas até dezembro nos diferentes espaços do complexo cultural.
O Plano Bianual Theatro São Pedro é apresentado pelo Ministério da Cultura, Associação Amigos do Theatro São Pedro e Shell, com patrocínio master da Shell, apoio cultural da rede Master Hotéis e realização da Fundação Theatro São Pedro e do Ministério da Cultura, Governo do Brasil – Do Lado do Povo Brasileiro.
Serviço
Espetáculo Geppetto, dos grupos Máscara EnCena e Miseri Coloni
Com concepção e atuação de Fábio Cuelli
Dias 12, 13 e 14 de junho
Sexta, sábado e domingo, às 19h
Teatro Oficina Olga Reverbel, no Multipalco Eva Sopher (Rua Riachuelo, 1089 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS)
Ingressos
R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 60,00 (inteiro)
Pontos de venda
Online: www.theatrosaopedro.rs.gov.br
Bilheteria do Multipalco Eva Sopher: de terça a domingo, das 16h às 18h (nos dias de espetáculo, o funcionamento é estendido até às 20h)
Debate psicanalítico sobre o espetáculo: No dia 12 de junho, logo após o encerramento da apresentação, haverá um debate sobre a peça, conduzido pela Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA). A conversa contará com participação do dramaturgo Nelson Diniz, do ator Fábio Cuelli e da psicanalista Heloísa Cunha Tonetto.
Acessibilidade: Haverá audiodescrição e tradução para Libras na apresentação de sábado, dia 13 de junho. Para pessoas neurodivergentes, a Fundação Theatro São Pedro disponibiliza kits de acolhimento sensorial.
Duração: 50 minutos
Classificação etária: 10 anos
Ficha técnica de Geppetto
Concepção e atuação: Fábio Cuelli
Direção cênica e dramaturgia: Liane Venturella
Assistência de direção: Alexandre Borin
Texto: Nelson Diniz
Direção de arte: Maurício Casiraghi
Marionete e boneco híbrido: Mario de Ballentti
Construção das cabeças: Fábio Cuelli
Cenografia: Mario de Ballentti e João Luiz Cuelli
Projeto de iluminação: Maurício Casiraghi
Execução do projeto de iluminação: Sandro Martins
Trilha sonora original: Beto Scopel
Canção original (composta e interpretada por Adriano Iurissevich): Dorme figlio mio
Figurinos: Vitor Pedroso
Produção: MáscaraEnCena
Realização: Máscara EnCena e Miseri Coloni
Financiamento da montagem: Financiarte 2023 — SMC de Caxias do Sul
Sobre a Shell
Desde 1913 no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia. Fique por dentro das notícias da Shell Brasil: inscreva-se no Shell Brasil News Alert (https://www.shell.com.br/
Sobre a Fundação Theatro São Pedro
Instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), a Fundação Theatro São Pedro é responsável pelo Theatro São Pedro e pelo Multipalco Eva Sopher — construído em terreno anexo ao prédio centenário. Juntos, os espaços formam um dos maiores complexos culturais da América Latina, ocupando cerca de 25 mil metros quadrados no Centro Histórico de Porto Alegre. São mais de 18 mil m² de área construída, com cinco andares subterrâneos destinados às artes de palco, equipados para oferecer a infraestrutura completa a artistas, técnicos e espectadores.