MARENNA (SHOW DE ABERTURA PARA GLENN HUGHES) – 11/11/2025 – RESENHA

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De fato, o rock gaúcho conta agora com mais um nome de peso. Trata-se do grupo Marenna que, concebido na cidade de Caxias do Sul e liderado pelo vocalista Rod Marenna, traz em seus 2 discos de estúdio, alguns EPs e no recente registro ao vivo chamado Ten Years After, uma sonoridade muito bem equilibrada entre os aspectos rítmicos, melódicos e de execução. Imprimindo um Hard Rock de primeira classe que busca revisitar o estilo Rock de Arena ( ou AOR – Album Oriented Radio – sempre com uma produção sofisticada e caracterizado por um forte apelo melódico e comercial ), nos leva à boa, velha e nostálgica sonoridade do início dos anos 1980. É o que alguns malfadados chamam de “Rock Farofa”, muito bem representado pelos americanos do Bon Jovi e do Firehouse (só para citar alguns), com seus refrões grudentos que cravam na memória. Sendo o termo perojativo ou não, o que realmente importa é que esse tal Rock Farofa roubou a cena em décadas passadas e continua ainda como um subgênero respeitado e amado por muitos.

Apesar da bagagem de uma década de vida com muito boa aceitação nacional e internacional, foi nos últimos anos que o Marenna se solidificou após abrir shows importantes como o dos Scorpions em abril de 2023 no ginásio Gigantinho e realizar o sonho de todo roqueiro,  uma breve turnê por 6 países europeus.

Subindo ao palco antes da apresentação de Glenn Hughes (o lendário baixista do Deep Purple ), com Edu Lersch na guitarra, Luks Diesel no teclado, o figuraça “BIFE” no baixo e Arthur Schavinski na bateria, além do já citado Rod Marenna nos vocais, nota-se de cara um grupo já preparado para grandes acontecimentos. Com um visual bacana, movimentação e entrosamento perfeitos e com 3 paninhos legais no “semi-fundo” de palco, ecoou nos amplificadores do Bar Opinião os acordes iniciais de Voyager, faixa 8 do último trabalho homonimamente intitulado seguida de Never Surrender de 2016, uma das canções mais melódicas da banda e sempre presente em suas apresentações. Vale ressaltar a destreza e total controle da situação do guitarrista Eduardo Lersch, que roubou a cena com sua Gibson Les Paul e seus movimentos abruptos, sem deixar de lado a perfeita execução dos fraseados originais.

Out of Line e You Need to Beleive, mais uma vez uma dobradinha de discos diferentes do grupo, desta vez a segunda não do álbum propriamente dito mas do EP coexistente, fizeram o interlúdio para How Long e as 3 canções subsequentes. Breaking the Chains, música que clama por libertação como dita in loco por Rod Marenna, o próprio compositor, Perfect Crime e a derradeira Had Enough, cortada inesperadamente em sua falácia introducional provavelmente pelo “total stressed stage manager” de banda gringa que anda por aqui e pelo mundo (talvez pelo tempo de palco estar estourando), fizeram um fechamento certeiro para o que viria depois, o esperado show de Glenn Hughes. Só faltou Runaround, talvez sua melhor e mais bem produzida composição.

Mas que banda legal !

Ainda ouviremos muito sobre esses caras maneiros do Marenna !

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Fisioterapeuta especializado em Medicina do Esporte, Músico (ex Duahlen) e Crítico Musical. Especialista em Heavy, Hard e no bom e velho Rock 'n' Roll. Sempre à disposição para uma boa conversa!! 👉 @ricodanielski 🤘