O Museu Oceanográfico ‘Prof. Eliézer de Carvalho Rios’ e o Museu Antártico – situados no complexo museológico da Rua Capitão Tenente Heitor Perdigão, Rio Grande (RS) – recebe nesta quinta, 5, das 14h às 18h, com entrada gratuita, o lançamento da mostra ‘Maré de Mudanças – Década dos Oceanos’.
Aberto ao público, as visitas e imersões acontecem de terça à sábado, das 8h às 12h e das 14h às 18h, e aos domingos das 14h às 18h.
Em cartaz até o dia 13 de julho, a mostra conta com visitas guiadas pelas instalações do museu, paineis interativos sobre mudanças climáticas, poluição plástica e pesca fantasma com materiais reaproveitados; além de intervenções artísticas como o ‘Latente’, ‘Entremear’ e ‘Mar de fantasmas’ – convidando crianças, jovens e adultos à imersão completa na vastidão dos oceanos.
Antes da abertura oficial no Rio Grande do Sul, a mostra realizou um vernissage reservado a convidados pela manhã, por volta das 10h. Na ocasião, estiveram presentes os membros do Instituto Aegea e Corsan, representantes do Museu Oceanográfico ‘Prof. Eliézer de Carvalho Rios’, o time educativo e a diretora do Maré de Mudanças, Liu Berman, além das artistas do Coletivo Flutua.
Convidando a sociedade a refletir sobre a importância do cuidado aos oceanos, o acervo da exposição possui um ‘Oceano Artificial’ em videoarte imersiva – com animações 3D – e projeção de fotografias, textos e outros efeitos sobre tecidos fluidos. O espaço interativo conta com retroprojetores,
O evento também dispõe de cartilhas digitais de ‘Educação Oceânica e Circularidade’ – parte essencial da trilha educativa do projeto. O material didático é aprofundado em temáticas pertinentes do ‘Maré de Mudanças – Década dos Oceanos’, projetado para escolas, comunidades e eventos educativos. A cartilha será disponibilizada gratuitamente
“O público pode aguardar uma experiência sensorial e transformadora. A exposição nos convida a caminhar por dentro de instalações artísticas feitas com materiais reaproveitados, refletindo sobre o impacto do nosso consumo e conhecendo soluções criativas para o futuro dos oceanos. Além de uma experiência transformadora, é uma verdadeira imersão em arte, educação e sustentabilidade”, destaca Liu Berman, diretora da LB Circular e embaixadora do Movimento Reinventando Futuros.
Ao longo da mostra, performances artísticas e intervenções visuais estarão alocadas dentro do Museu Antártico, assinados pelos artistas Renata Larroyd, Gyulyia, Arthur Boniconte (Midiadub), Via, Padre, Coletivo Flutua, Subtu, Iskor e Rodrigo Machado, do estúdio Buriti – autor da cenografia local.
O ambiente é pensado cuidadosamente nos eixos centrais da exposição: mudanças climáticas, biodiversidade, po
O objetivo da programação, da ambientação às intervenções artísticas, é conectar arte, Ciência e educa
“Estou muito animado com essa exposição, acredito que ela terá grande impacto para todo mundo que for ver ao vivo as obras, vamos trazer temas preocupantes mas de uma forma leve. Quanto a minha obra é um tubarão baleia revestido com borracha de câmaras antigas, então para mim é um duplo desafio, tanto pela representação desse animal pela primeira vez na minha carreira, quanto pelo uso da borracha, material que infelizmente acaba frequentemente nas nossas águas”, afirma Subtu, que terá trabalhos expostos na mostra.
O lançamento do ‘Maré de Mudanças’ ocorre simultaneamente ao ‘Dia Mundial do Meio Ambiente’, e se estende para além do dia 8 de junho – Dia Mundial dos Oceanos. A proximidade da exposição com as datas reforça o compromisso do projeto com a agenda ambiental global e a urgência de ações em prol da conservação da biodiversidade marinha – e da importância da educação ambiental em todas as idades.
A escolha do local para o lançamento da mostra também não é por acaso. O Maré de Mudanças dialoga diretamente com os princípios que regem o Complexo de Museus e Centros Associados da FURG, reconhecido por sua atuação na difusão científica, preservação da biodiversidade marinha e formação cidadã.
“A iniciativa se alinha profundamente com os valores e a missão da FURG, que tem como vocação institucional o estudo e a preservação dos ecossistemas costeiros e oceânicos. A chegada da exposição aos museus da universidade fortalece sua atuação como polo nacional e internacional de excelência em Ciências do Mar, além de valorizar a integração entre ensino, pesquisa e extensão, com foco na educação ambiental e no engajamento social”, afirma Guy Barcellos, Coordenador Pedagógico do Museu Oceanográfico.
O acervo do Museu Oceanográfico ‘Prof. Eliézer de Carvalho Rios’ abriga uma das mais importantes coleções de moluscos e mamíferos marinhos da América do Sul, e tem sido fundamental para a popularização da ciência e o desenvolvimento de ações educativas. Em 2023, mesmo diante de desastres climáticos, o Museu promoveu diversas atividades formativas e recebeu mais de 69 mil visitantes, reafirmando seu papel transformador.
Já a extensão da mostra Maré de Mudanças até a sede do Museu Antártico – prédio anexo ao Oceanográfico – marca, de forma simbólica e significativa, a reabertura do acervo, após ser atingido por enchentes severas entre os anos de 2023 e 2024. Com sua fundação datada em 1997, a instituição cultural é considerada um centro de referência, reproduzindo as primeiras instalações da Estação Antártica “Comandante Ferraz” – trazendo a dinâmica dos mares em ambientes inóspitos.
“Com a instalação do Maré de Mudanças, o Museu Antártico retoma suas atividades públicas e renova seu compromisso com a educação e a preservação ambiental. A exposição reforça o elo entre a universidade e a sociedade, promovendo a conscientização sobre os desafios enfrentados pelos oceanos e inspirando a construção de um futuro mais sustentável”, destaca Guy Barcellos.
O Diretor Institucional da Regional Sul da Corsan, André Guterres Borges, reforça o apoio à mostra Maré de Mudanças, sob o compromisso da Corsan e do grupo Aegea com a preservação ambiental e com o futuro das próximas gerações.
“Acreditamos que o cuidado com a água e com o meio ambiente deve ser uma responsabilidade compartilhada entre todos — empresas, instituições, escolas e cidadãos. Essa exposição cumpre um papel fundamental ao unir ciência, arte e educação para sensibilizar diferentes públicos sobre os desafios e as urgências que envolvem os nossos oceanos. É uma honra fazer parte desse movimento que inspira conhecimento e ação coletiva”, ressalta Guterres.
O Maré de Mudanças é uma realização da LB Circular, com patrocínio do Instituto Aegea – mediante a Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
Serviço
Evento: Lançamento da exposição ‘Maré de Mudanças – Década dos Oceanos’
Data: De 5 de junho à 13 julho
Horário: de terça à sábado, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Aos domingos, entre 14h às 18h
Local: Museu Antártico, prédio anexo ao Museu Oceanográfico ‘Prof. Eliézer de Carvalho Rios’
Endereço: Rua Capitão-Tenente Heitor Perdigão, 10 – Centro, Rio Grande (RS)
Confira abaixo as intervenções artísticas:
Via
Obra: Ato I, 2025
Descrição: videoarte
Obra: Trama das coisas, 2022
Descrição: linha 100% poliéster, projeção mapeada.
Padre
Obra: A cidade e a água, 2025
Descrição: manipulação de vídeos (VJing).
Gyulyia
Obra: Maré morta, 2025
Descrição: animação 2D & 3D, arte generativa.
Arthur Boniconte (Midiadub)
Obra: Oceano artificial, 2025
Descrição: vídeo digital criado com inteligência artificial (IA).
Renata Larroyd
Obra: Linha divisora, 2025
Descrição: videoarte, imagens em preto e branco.
Subtu
Obra: Latente, 2025
Descrição: ferro e câmaras de pneus reaproveitadas, tecido TNT, sacolas plásticas.
Coletivo Flutua
Obra: Entremear, 2025
Descrição: sacolas plásticas soldadas com ferro quente, estrutura em madeira com sustentação em cabos de aço, peças metálicas.
Iskor
Obra: Mar de fantasmas, 2025
Descrição: metal, MDF, madeira, tinta acrílica, spray, rede de pesca, resíduos diversos (lata de spray, plástico, tecido).
Sobre o Museu Oceanográfico ‘Prof. Eliézer de C. Rios’
Fundado em 1953, o Museu Oceanográfico da FURG é uma referência mundial na área de Oceanografia. Localizado às margens do Canal do Estuário da Laguna dos Patos, o museu abriga a maior e mais completa coleção de moluscos marinhos da América do Sul, com 51 mil lotes, sendo um acervo valioso para o estudo dos ecossistemas marinhos. Criado pelo Professor Eliézer de C. Rios, diretor e fundador do museu, o espaço mantém exposições permanentes que retratam a vida e dinâmica dos oceanos, com exemplares de animais marinhos de todos os oceanos, com vastas coleções: malacológica e osteológica.
Além de sua função educativa e cultural, o Museu Oceanográfico da FURG é um centro ativo de pesquisa, apoiando alunos de graduação, mestrado e doutorado em Oceanografia. O local conta com quatro laboratórios e uma grande coleção de recursos para o desenvolvimento de monografias, teses e projetos especiais. O museu tem se mostrado uma peça chave para a formação de novos pesquisadores e para a criação de soluções para a conservação dos oceanos e suas espécies.
Sobre o Museu Antártico
Inaugurado em 1997, o Museu Antártico apresenta uma fascinante exibição sobre a vida no continente gelado e o papel crucial que o Brasil desempenha na Antártica. Anexo ao Museu Oceanográfico, o museu reconstitui as primeiras instalações da Estação Antártica “Comandante Ferraz”, oferecendo uma imersão na história da conquista e exploração do Pólo Sul. Através de painéis informativos e fotos detalhadas, o museu ilustra a dinâmica dos mares, a vida no Pólo Sul e o esforço brasileiro para manter uma base em um ambiente tão inóspito.
O acervo do Museu Antártico inclui objetos utilizados pelos pesquisadores brasileiros, além de amostras geológicas e biológicas da Antártica. Com foco na educação e conscientização sobre a importância da preservação ambiental, o museu também reforça o compromisso do Brasil com a ciência e a exploração responsável dos recursos naturais do continente gelado. Além disso, é réplica e testemunho da antiga e histórica Estação Antártica Comandante Ferraz.
Sobre o Complexo de Museus e Centros Associados da Universidade Federal do Rio Grande
O Complexo de Museus e Centros Associados da FURG é um exemplo claro do compromisso da FURG com a educação, a pesquisa e a preservação ambiental. O espaço não só preserva e exibe coleções valiosas, mas também promove intercâmbios e parcerias para a realização de ações conjuntas de cooperação e divulgação científica, alcançando não apenas estudantes e pesquisadores, mas também o público em geral.
Com um modelo de museu dinâmico e acessível, o Complexo de Museus da FURG oferece a oportunidade de aprendizado contínuo sobre a biodiversidade marinha e as ciências que envolvem a preservação do nosso planeta, cumprindo assim sua missão de promover a educação ambiental e a conscientização sobre a importância da preservação dos oceanos e da Antártica.
Sobre Instituto Aegea
O Instituto Aegea é o braço das iniciativas de impacto socioambiental da Aegea, referência em saneamento no Brasil e que atua com o propósito de movimentar vidas. Com responsabilidade corporativa, promove inclusão e equidade de gênero, dentro e fora da Companhia, estimulando o respeito e a valorização das diferenças.